Felipe Garcia de Medeiros/Fotografia/Novos poetas brasileiros

acobreado

por Felipe Garcia

Para a foto do menino – R. Borges, meu irmão de alma – poeta com uma missão.

A fo-
to agora
em-
baça
– o me-
nino
ora
ri
ora
para

na ribanceira, na bananeira e no arroio

bebe água
em ca-
baça
e a-
cende lampião
com vaga-lume
no meio
do mato
onde o tempo/

em
-bruxado
no
gogó
do grilo
na TV/túnel
minúscula
e mágica

não passa
de uma
luz
no fim
da tarde
para noitinha.

R. Borges
não cresce
alforges
de ingás
navega
e des-
ce
e se
entrega
à mão
do bicho
cuja
armadilha
(uma arapuca)

é um poema cheio de migalhas

onde passarinhos
seres
alados
do universo
congelam
o tempo
e, fora da asa,

a foto voa

– “Mas que tempo que passa”
essa é boa:

nos pés de goiaba
nos pica-paus
e na piaba

o menino
joga
poeta maior
consciente
de que
tudo, como o tempo,
é brincadeira

de enganar
e pega-pega

– na foto congela-se
o verbo tempo,
no infinitivo:
tempar.

poema: felipe garcia

foto: rudinei borges aos sete anos

veja o site do poeta: http://3gultimageracao.blogspot.com/

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