Cartas/Felipe Garcia de Medeiros

Outras cartas do poeta Felipe Garcia

23 de setembro 2010

Eu, em minha juventude, poderia dizer-te:
“Mísero irmão! Quantas atrozes vigílias lhe devo!”

No entanto, em minha loucura, evoco-o:

[…]
Meu entusiasta pelo conteúdo de tudo,
Meu grande herói entrando pela Morte dentro aos pinotes,
E aos urros, e aos guinchos, e aos berros saudando Deus!
[…]
Não sou teu discípulo, não sou teu amigo, não sou teu cantor,
Tu sabes que eu sou Tu e estás contente com isso!
[…]

– Meu caro Borges, é um prazer ter o poema em seu blog – fico muito grato com o seu ato e, creia-me, tenho saudades de ti, que é breve. A breve intensidade de um sopro divino. O Futuro? Nós o criaremos como disse um poeta – abraço!

5 de setembro 2010

Sobre a Intervenção Cênica Poetas de Vidro

Excelente evento – nós precisamos disso. Imagine um poeta escrevendo um grande poema hoje, daqui, do Brasil, como seria incrível! Querem um barco ébrio, uma terra devastada, ou coisa assim – não o temos? Não, como aqueles, não. Drummond não conseguiu, precisou da obra inteira. Rosa destruiu o horizonte – confundido-o com espaço… Eu espero fazer algo – sorte a valer! – Fernando Pessoa – nosso Ulisses – quem há de falar que sua obra não é um verdadeiro épico cheio de aventura e horror? Ninguém, quer dizer, sensato – crítico, desconfio deles – não os reprovo – como você sabe, precisamos ser e somos… O que eu estou dizendo?

Abraço –

A plenos pulmões; F.

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