Albert Camus

O estrangeiro

Ontem, 26 de abril, cheguei com certo peso ao último capítulo de “O Estrangeiro”, romance de Albert Camus. Queria que não acabasse. Guardo na primeira fileira da minha estante  de livros “O mito de Sísifo”, um ensaio de Camus, mas não tinha lido nenhum de seus romances. Tenho duas traduções do romance “A peste”, mas nem isso me levou a ler o escritor argeliano. Sabia de sua fama de grande mestre das palavras. Li artigos sobre o conceito de absurdo em Camus, no entanto, agora – quando deixo escapulir de minhas mãos “O estrangeiro” -, é que sinto estar diante de um artista singular, daqueles que sabem olhar com profundidade para o homem de seu tempo. O que mais me interessou em Camus foi a concisão do texto e a narrativa clara. Também é quase impossível sairmos  ilesos à figura de Mersault, o personagem principal do romance.

“Foi então que tudo vacilou. O mar trouxe um sopro espesso e ardente. Pareceu-me que o céu se abria em toda a sua extensão, deixando chover fogo. Todo o meu ser se retesou e crispei a mão sobre o revólver”. (Camus – O estrangeiro)

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