Antonio Araújo/Jose Celso Martinez Correa/Teatro/Teatro da Vertigem

Memórias do Teatro: o espetáculo “BR-3” do Teatro da Vertigem

A peça do Teatro da Vertigem, apresentada em 2006 em São Paulo, é uma viagem pelos três BR’s do título: Brasília, Brasiléia (no estado do Acre) e Brasilândia (bairro na periferia da cidade de São Paulo). Como pano-de-fundo, os problemas sócio-econômicos do Brasil, como desigualdade social, tráfico de drogas, além de questões como o misticismo.

A peça foi montada no Rio Tietê (mais tarde remontada na Baía de Guanabara, no Rio) com direção de Antonio Araujo e texto do escritor Bernardo Carvalho. O filme “BR-3 Peça”, dirigido por Evaldo Mocarzel (“Parteiras”, “Do Luto à Luta”), é a filmagem da apresentação integral da obra em São Paulo.

Leia abaixo o que o diretor José Celso Martinez Correa escreveu sobre a peça “BR-3”.

“Fui ver no Tietê o espetáculo do Teatro da Vertigem. Estou sob um dos maiores impactos de minha vida. Fiquei com a impressão de que não há no cinema, na música, na literatura, no teatro, na televisão, em qualquer parte do pouco do mundo que conheço, uma criação estética, ética, feiticeira, social, bela, com a grandeza trans-humana e o poder da peça dirigida por Antonio Araújo em colaboração com seu grupo de atores Técnicos Heróis e o grande dramaturgo Bernardo Carvalho. Na história da humanidade você vai encontrar coisas assim em Cervantes, Oswald de Andrade, Miguel Angelo, Fellini, Pasolini, Glauber, na Tragédia Grega, em Grande Othelo. Só que agora fedendo e vibrando vida como os tremores físicos nossos e dos motores rasgando as águas poluídas-paradas do Tietê. Maior que a valorização que faço é a força de estar acontecendo esta glorificação do poder humano de criação ao mesmo tempo que o máximo de desvalorização humana pratica-se no estado mais rico do Brasil, em massacres, tiroteios, guerra urbana, rural. E quando aparece alguma coisa como BR3 é sintoma de que o país está vivendo um grande momento, que chama todas as energias de criação para as transformações que temos de fazer. Nenhuma sociedade decadente produz uma obra assim. O teatro passa a ser o lugar da energia produtora da alegria criativa capaz de enfrentar os impasses que a violência não resolve. São atores todos os que propiciaram o início da transformação do esgoto do Tietê em Ouro. Maluca alquimia! E este ouro é o poder humano criador, reconquistado, que dá o primeiro toque de vida nesse belíssimo Rio que corre do Mar para o Sertão”.

5 pensamentos sobre “Memórias do Teatro: o espetáculo “BR-3” do Teatro da Vertigem

  1. aff que merda nao ajudou em nada so para mim tirar um zero
    Presta atençao que isso ta uma merdo total !!!!!

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