Poesia Rudinei Borges

Toda manhã

Toda manhã

A minha vida naufraga num copo de uísque.

Num copo cheio de uísque.

Num desatino absorto.

Toda manhã

A minha vida passeia pela maré.

Numa rua estreita de Teerã,

Num bar de Budapeste,

No portão 1 da Universidade de São Paulo

A minha vida esvai com o vento.

Mas à tardinha

A minha vida retorna

E dorme sobre a relva

De onde nunca saiu.

(19 de junho 2009. Tenho pensado neste poema desde ontem pela manhã. À tarde ele retonou à minha mente quando eu andava pela Avenida Nazaré e agora, às 3 da madrugada, acordei para escrevê-los. Ainda não consegui expressar exatamente o que pensei a princípio. Vou retornar a estes versos).

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