Literatura/Poesia Rudinei Borges

As portas do banco eram de vidro transparente. Toda a rua e todo o movimento da rua chegava para os meus olhos como numa pintura tomada de cores em movimento. Um homem alto de cabelos negros tocava violino e furtava dos meus ouvidos os gritos do pesadelo de ontem à noite. O homem e a mulher do sonho colocaram o sofá sobre a calçada do banco e deitados riam de mim, enquanto eu olhava para eles com tristeza.

(Escrevi em 12 de junho de 2009 na Avenida Paulista próximo ao MASP – Museu de Artes de São Paulo).

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