Agruras n.1
02/12/2011
1.
O dramaturgo precisa mover o corpo para as trincheiras, precisa tecer itinerários para os extremos. Adentrar o pântano. Mergulhado em suor, deve desvendar rostos sufocados na penumbra.
2.
O material da minha arte é o fracasso. Quando escrevo sobre agonia e solidão não é uma afirmação pessoal. Trata-se do desejo que adentrar o antro humano, de desvendar as agruras.
3.
Hora ou outra tomamos consciência que somos, sobretudo, solitários. Que a solidão é inerente ao ser humano.
4.
O poeta-dramaturgo desvenda raios e memórias. Desvenda rostos.
